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23º Concurso do cartaz |
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Com número recorde de inscrições, 722, o concurso do cartaz para o Prêmio Design MCB recebeu participantes de 19 estados brasileiros, além de Espanha e Argentina. Sob a coordenação de Vicente Gil, a comissão julgadora foi integrada por Alécio Rossi, Carlos Dranger, Fábio Prata, Ronald Kapaz, Rogério Batagliesi e Paulo Moretto, que selecionaram 7 cartazes para participar da exposição do 23º Prêmio Design.
O MCB agradece a expressiva partipação de todos neste concurso que se fortalece a cada nova edição e desafia seus inscritos a criarem a peça gráfica que divulgará o mais tradicional prêmio de design de produto do país.
Prazo para retirada de trabalhos não selecionados: de 18 de maio a 8 de junho.
Para receber notícias sobre o Prêmio Design MCB e seu concurso de cartaz durante todo o ano, com lembretes sobre os processos de inscrição e todas as informações necessárias, siga o Prêmio no twitter, pelo endereço: www.twitter.com/mcbpremiodesign.
Texto do júri
Estipulados os critérios a serem considerados—adequação à mídia e à mensagem, originalidade, impacto visual, surpresa e, acima de tudo, a função do cartaz—, o júri passou a examinar conjuntamente os 722 cartazes inscritos, o que levou a uma seleção inicial de aproximadamente 50, que foram discutidos e reavaliados, chegando-se ao resultado final de 7 cartazes. Estes foram objeto de calorosas discussões e opiniões diversas, mas que resultaram na escolha de um vencedor e de uma menção honrosa, que com certeza vão causar espanto.
A maior parte das soluções apresentadas fazia referência ao número 23, sem dúvida o principal elemento diferenciador desta 23ª edição. Houve, porém, outras soluções conceitualmente interessantes, mas cujo resultado final deixou a desejar.
Diante de propostas mal resolvidas em sua finalização, principalmente no que se refere à utilização da tipografia, a escolha final resultou nos 7 cartazes selecionados para participar da exposição.
O choque provocado pelo cartaz vencedor é seu maior mérito— um enorme pé descalço ocupando toda a área do cartaz. A força e brutalidade desse pé nos remetem aos famosos e importantes cartazes poloneses, dos quais Andrzej Pagowski é um dos principais representantes, e que se valiam de metáforas para criticar política e socialmente o regime totalitarista e autoritário em que viviam, subvertendo-o. Esse pé, direito e em grande parte vermelho, poderia representar metaforicamente uma nova base na abordagem do prêmio e do próprio museu, até mesmo “tomar pé em”, “pegar pelo pé”, “com o pé direito”.
Nossa menção honrosa, representada por duas pequenas tomadas numa imensidão amarela que nos remetem ao número 23, é totalmente oposta e muito diferente do cartaz vencedor. É elegante e bem resolvida espacialmente, porém, de leitura difícil, e a solução minimalista é pertinente às manifestações gráficas mais sofisticadas e, portanto, para um público mais elitista.
O potencial polêmico contido no cartaz vencedor levou o júri a premiá-lo.
Mais informações
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